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À Meia-Noite Desenterre Meu Cadáver

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                                                            Na madrugada ele acordou Muitíssimo assustado Ao som das gargalhadas infernais Enquanto o seu nome era bradado A fogueira ainda queimava sutilmente; próximo a ela havia uma estaca cravada no chão, mantendo fincada na sua extremidade a cabeça de alguém. Após esfregar os olhos abruptamente, ainda deitado no chão rachado da caatinga, o sujeito, que acordara ao som das gargalhadas mortais, não acreditava no que seus olhos estavam vendo; era a cabeça, decapitada e fixada na estaca, ainda viva, sorrindo e clamando o nome de seu algoz, exibindo seus dentes salivantes que brilhavam úmidos ao clarão das chamas; mas antes de prosseguir, contarei desde o início como tudo aconteceu, e apresentarei três sujeitos, três homens em conflito, especialmente esse desafortunado que carregava consigo u...

Travessuras ou Travessuras - (13 Contos Fúnebres)

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     É noite de Halloween no cemitério. Abóboras decoram os túmulos e velas roxas derretem nos jazigos. Os defuntos saem de suas sepulturas, e as fúnebres criancinhas, com suas sacolinhas, pedem doces de cova em cova: Gostosuras ou Travessuras? Toda noite de 31 de outubro, à meia-noite, após o coveiro Tavares deixar o cemitério para curtir o famoso “Baile Horripilante dos Idosos”, a festa nefasta se inicia entre os túmulos. A frase “Descanse em Paz”, perpetuada nas lápides, deveria ser substituída para “Descanse em Paz… até a noite de Halloween”, pois nesta data, os falecidos voltam à superfície para uma noite de curtição, dança com esqueletos, bebedeira, histórias assustadoras de como morreram e sinistras orgias. As criancinhas pútridas e inocentes usam máscaras durante essa noite, mesmo sabendo que seus próprios rostos já são assustadores - coitadinhas. Elas vagueiam pelo cemitério, pulando e cantando “Silver Shamrock”, parando em frente as covas e abrindo suas sac...

Te Aguardo em Tua Sepultura - (13 Contos Fúnebres)

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   Não sei quanto tempo mais eu tenho, mas preciso registrar isso. Ela tenta me impedir de várias formas; sussurrando palavras aleatórias em meu ouvido, e assim, me atrapalha enquanto escrevo; Ela pode, sutilmente, empurrar minha mão, fazendo da minha escrita um garrancho; Ela pode, também, apagar a vela que ilumina as folhas em que eu escrevo e, mesmo que eu volte a acender, alguns segundos depois, Ela vem e apaga novamente. Não posso morrer sem antes deixar tudo registrado, e de alguma forma, fazer com que minha irmã leia o que escrevi, os horrores que passei, e alertá-la do perigo que a espera. Espero poder concluir esta carta, tentarei ser o mais breve possível. Acredito não ter muito tempo.    Ontem eu acordei com a luz do Sol ardendo em meu rosto; um jeito horrível de despertar, era como se o Sol viesse ao meu encontro, dentro do meu quarto, pronto para me devorar. Minha janela estava sem cortina, e às duas da tarde, o horário em que acordei, o Sol ardia e...