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Mostrando postagens com o rótulo horror

À Meia-Noite Desenterre Meu Cadáver

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                                                            Na madrugada ele acordou Muitíssimo assustado Ao som das gargalhadas infernais Enquanto o seu nome era bradado A fogueira ainda queimava sutilmente; próximo a ela havia uma estaca cravada no chão, mantendo fincada na sua extremidade a cabeça de alguém. Após esfregar os olhos abruptamente, ainda deitado no chão rachado da caatinga, o sujeito, que acordara ao som das gargalhadas mortais, não acreditava no que seus olhos estavam vendo; era a cabeça, decapitada e fixada na estaca, ainda viva, sorrindo e clamando o nome de seu algoz, exibindo seus dentes salivantes que brilhavam úmidos ao clarão das chamas; mas antes de prosseguir, contarei desde o início como tudo aconteceu, e apresentarei três sujeitos, três homens em conflito, especialmente esse desafortunado que carregava consigo u...

Névoa No Funeral

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  Sobrevivi ao incidente na cidade de Franco da Rocha; um evento bizarro ocorrido na salinha de um velório. O que eu vou relatar aconteceu há pouco mais de uma década, mas eu ainda me lembro, perfeitamente, daquele maldito cheiro de vela que avançava para dentro de minhas narinas; lembro de como meu corpo estremecia de pavor; e hoje em dia, nas noites mais frias, quando o vento uiva sua nefasta sinfonia em minha janela, eu ainda consigo ouvir os gritos de desespero das pessoas que estavam presentes naquele velório; e digo mais, aqui, na escuridão do meu quarto… Oh! Maldição!... Ainda posso ouvir os gemidos dos seres infernais que vieram com a névoa no fatídico dia. Estávamos no velório do Tio Afonso naquele dia, e na outra salinha em frente, a amante do meu tio também estava sendo velada. Eles mantinham um caso extraconjugal às escondidas, e enquanto voltavam de um motel, no meio da noite, sofreram um grave acidente de carro. O Tio Afonso lutou por sua vida até o hospital, mas não ...

Buquê De Assombros

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Oscar era seu nome, um ébrio que trançava suas pernas ao caminhar de volta para casa, cambaleando, após uma noite de bebedeira com os amigos. Perto da meia-noite, passando em frente ao extenso muro do cemitério, o homem tropeçava, mas não desistia de seu rumo. A caminhada era longa, e o muro de lamentos, que separava a vida da morte, era sua única companhia até a esquina da rua onde ele vivia. Com o intuito de se distrair durante o percurso ele cantarolava, antigas canções de amor, canções essas que o fizeram lembrar dos bons tempos de juventude, especialmente dos bons momentos que viveu com sua amada Vera, que após anos de casados ele passou a chamá-la carinhosamente de Verinha. Foi durante uma dessas canções, de um antigo cantor que vivia ali mesmo na região, que Oscar se lembrou de que naquele dia, ele e Verinha, completavam trinta e um anos de casados. Desesperado, o homem alimentado pelo álcool se queixava, por ter deixado a pobre Verinha em casa para sair e beber com os amigos na...

Até Que a Morte Não Separe

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  Parte 01: Primeiro Encontro   — Quem é você?! Como entrou na minha casa? — Calma, mocinha… — Não me chame de mocinha!  — Perdoe minha invasão. Eu posso explicar! Mas antes, preciso fazer uma pergunta; dependendo da sua resposta, minha explicação será compreendida rapidamente. Por acaso… você sabe que está morta? — Claro! Como eu poderia não saber? — Ufa! Que ótima notícia! Tentei conversar com outros espíritos que ainda não aceitaram que estão mortos; você não faz ideia de como é difícil dialogar com eles; são tão histéricos! — Pobres coitados. Você fala como se não tivesse surtado também quando descobriu que estava morto. — Claro que surtei, mas, quando eu realmente entendi que eu estava morto, não tive outra opção a não ser aceitar a situação. Gritar não me faria levantar do caixão e ter minha vida de volta.  — Ok! Chega de papo furado e me diz como você entrou na minha casa! — Ex-casa… — Tanto faz! Se você conseguiu entrar, significa que eu posso sair, mas até h...