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Mostrando postagens com o rótulo macabro

À Meia-Noite Desenterre Meu Cadáver

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                                                            Na madrugada ele acordou Muitíssimo assustado Ao som das gargalhadas infernais Enquanto o seu nome era bradado A fogueira ainda queimava sutilmente; próximo a ela havia uma estaca cravada no chão, mantendo fincada na sua extremidade a cabeça de alguém. Após esfregar os olhos abruptamente, ainda deitado no chão rachado da caatinga, o sujeito, que acordara ao som das gargalhadas mortais, não acreditava no que seus olhos estavam vendo; era a cabeça, decapitada e fixada na estaca, ainda viva, sorrindo e clamando o nome de seu algoz, exibindo seus dentes salivantes que brilhavam úmidos ao clarão das chamas; mas antes de prosseguir, contarei desde o início como tudo aconteceu, e apresentarei três sujeitos, três homens em conflito, especialmente esse desafortunado que carregava consigo u...

Névoa No Funeral

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  Sobrevivi ao incidente na cidade de Franco da Rocha; um evento bizarro ocorrido na salinha de um velório. O que eu vou relatar aconteceu há pouco mais de uma década, mas eu ainda me lembro, perfeitamente, daquele maldito cheiro de vela que avançava para dentro de minhas narinas; lembro de como meu corpo estremecia de pavor; e hoje em dia, nas noites mais frias, quando o vento uiva sua nefasta sinfonia em minha janela, eu ainda consigo ouvir os gritos de desespero das pessoas que estavam presentes naquele velório; e digo mais, aqui, na escuridão do meu quarto… Oh! Maldição!... Ainda posso ouvir os gemidos dos seres infernais que vieram com a névoa no fatídico dia. Estávamos no velório do Tio Afonso naquele dia, e na outra salinha em frente, a amante do meu tio também estava sendo velada. Eles mantinham um caso extraconjugal às escondidas, e enquanto voltavam de um motel, no meio da noite, sofreram um grave acidente de carro. O Tio Afonso lutou por sua vida até o hospital, mas não ...

Necrópole Aquática

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   A madeira range, e o nosso barco de pesca vai de encontro à espessa neblina, naquele mar tenebroso que até então calmo era. Roberto, meu companheiro de pesca, que não era nada cético, como de costume, preparava o arpão e a grande rede, sempre com os ouvidos cobertos de cera, acreditando que dessa forma não cairia nos encantos do canto das sereias. Eu, por outro lado, preferia deixar meus ouvidos livres para serem penetrados pelas melodias de Paganini , que tocava na vitrola dentro da cabine do nosso barco. Excedendo um pouco a velocidade, rasgamos a misteriosa neblina com nosso barco; enquanto isso, Paganini destruía as cordas do violino, virtuosamente ágil, presenteando meus tímpanos com sua sonoridade sombria; um deleite para meus ouvidos - orgasmo sonoro!    Eu e meu parceiro de pesca sabíamos dos boatos envolvendo as misteriosas neblinas que, segundo os moradores da região, tal neblina era responsável pelos desaparecimentos de barcos e pescadores, ...

Desfile Fúnebre - (13 Contos Fúnebres)

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     A terra das covas movimentam-se, abrindo passagem para que os pútridos defuntos retornem à superfície depois de anos de sono lúgubre. A população de Franco da Rocha, cidade interiorana, marcada por inúmeros mistérios, foi avisada sobre uma maldição carnavalesca: jamais festejar o carnaval durante a noite de quarta-feira de cinzas. O problema é que, de geração em geração, a tal lenda foi ficando esquecida, e cá estamos, nesse relato onde a mais fúnebre das festas aconteceu. No centro da cidade, três escolas de samba se preparam para começar o desfile, enquanto que, no cemitério não muito longe dali, defuntos macabros se aprontam para a nefasta folia.    Ninguém poderia imaginar que uma linda noite fresca, de céu tão limpo e repleto de estrelas, reservava um acontecimento amedrontador que faria o mundo virar pelo avesso, trazendo o inferno e seus demônios às ruas para participarem do primeiro dia de Quaresma. Folia na cidade; show de horrores no cem...